Noite branca regressa este ano a Guimarães
O Presidente da Câmara de Guimarães anunciou o regresso da "Noite Branca" à programação cultural deste ano. Os contornos do evento serão brevemente anunciados publicamente, mas Ricardo Araújo já tornou pública a intenção do Município, ao pronunciar-se sobre uma declaração de voto apresentada pelo vereador do PS Ricardo Costa após a aprovação por unanimidade dos subsídios a projectos culturais de interesse Municipal 2026 e sobre requerimento anunciado pela vereadora Gabriela Nunes para ter acesso a toda a documentação sobre a contratação do Festival Mimo.
"Estamos muito satisfeitos por ter conseguido atrair este festival internacional para Guimarães que se enquadra nos nossos objectivos de aumentar e reforçar a programação cultural para termos mais gente, mais visitantes e com isso dinamizar o nosso comércio e a economia local, ao mesmo tempo que nos afirmamos cada vez mais novamente Guimarães como um concelho de cultura", reagiu Ricardo Araújo.
O Edil aproveitou a ocasião para anunciar que a "Noite Branca" vai regressar a Guimarães, porque é um evento que se "enquadra na política de afirmação cultural no plano nacional e internacional".
Ricardo Araújo: "O PS achava que tinha o exclusivo da cultura em Guimarães"
"O argumento do PS não colhe porque é de um zigue-zague completo, estamos a aumentar o orçamento na área da cultura, não retiramos verba de nenhuma outra actividade cultural de Guimarães para a transferir para o Festival Mimo. Estamos a reforçar os apoios no âmbito do Impacta. O investimento que estamos a fazer no Festival Mimo é adicional. O PS achava que tinha o exclusivo da cultura em Guimarães. O PS achava que a cultura só existia com o PS e não é assim", comentou o Presidente da Câmara.
Na declaração de voto, o vereador socialista Ricardo Costa não se mostrou "contra o Festival Mimo", justificando a crítica com o facto do Município comprar "um serviço que custa 600 mil euros e atribuir à cooperativa A Oficina 800 mil euros para as actividades culturais. "Estamos a equiparar coisas diferentes", argumentou, ao defender uma maior valorização dos "projectos endógenos e que promovam o território concelhio".
Enquadrando o Festival Mimo na aposta de projecção internacional do Município, Ricardo Araújo explicou que a organização da "Noite Branca" "é mais um compromisso assumido com os eleitores que será cumprido em 2026". "Vai ser cumprido porque continuamos muito empenhados em fazer de Guimarães uma referência cultural nacional e internacional e apresentar uma programação de espaço público que seja atrativa ao longo do ano para que possamos ter mais gente na rua, os vimaranenses e mais visitantes de forma a dinamizar a nossa economia local", apontou, ao vincar que o investimento no Festival Mimo "é adicional" à programação que já existia. "Não deixa de ser curioso ver o PS que era o suposto defensor em exclusividade da cultura em Guimarães, agora muito indignado porque estamos a trazer um festival internacional para Guimarães. Isso é incoerência. O que estamos a fazer é a investir mais na cultura e sobretudo com eventos que vão contribuir para a afirmação nacional e internacional do concelho de Guimarães. O PS concorda ou discorda? Ou o PS está a fazer um acto de contrição?", disse Ricardo Araújo, em declarações prestadas aos jornalistas.
Ricardo Costa: "Guimarães tem um legado de cultura, decorrente do forte investimento que houve nas associações"
Já o vereador socialista Ricardo Costa assinalou que "Guimarães tem um legado de cultura, decorrente da Capital Europeia da Cultura em 2012 e do forte investimento que houve nas associações culturais do concelho". "Só teremos um território mais competitivo e mais criador valorizando a nossa identidade, as nossas associações como elemento indutor de desenvolvimento. Não é comprando festivais!", acrescentou, exemplificando com o Rock no Rio Febras, "festival que podia ser potenciado e ter um grande festival de verão em Guimarães à semelhança de Paredes de Coura".
No período antes da ordem do dia, a vereadora do PS Gabriela Nunes retomou o tema do Festival Mimo, com um requerimento para que a maioria da Coligação Juntos por Guimarães disponibilize a diversa documentação sobre o processo de contratação do Festival.
O Presidente da Câmara anunciou que a referida documentação será fornecida.
257 mil euros
para projectos culturais
Quanto aos subsídios a atribuir a projectos culturais de interesse municipal, de acordo com a proposta, os eventos a financiar serão os seguintes: L'Agosto (30 000,00 €), Festival de Rock que acontece perto do Rio Febras (44 000,00 €), Fest in Folk (10 000,00 €), Vai m'À Banda (20 000,00 €), Mucho Flow (45 000,00 €), Contextile (60.000,00 €), Comemorações 1º Dezembro (1 750,00 €), Museu à Noite (6 500,00 €), Feira da Terra (14 000,00 €), Encontro Ibero-americano de Tunas Académicas – EITA (10.000,00 €), Sonus Art Fest (10.000,00 €) e Rock in Barco (6.000,00 €).